<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501</id><updated>2018-03-05T21:57:50.479-08:00</updated><category term="Conto"/><category term="Literatura"/><category term="Poema"/><title type='text'>Contos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-1518986093350268112</id><published>2013-02-09T07:59:00.001-08:00</published><updated>2013-02-09T08:01:29.589-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Amanheceu chovendo, era uma típica manhã de domingo com cara de segunda-feira. Levantou-se da cama e resolveu ir comprar pão para tomar café da manhã. Foi ao banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto, barbeou-se e cortou-se como fazia invariavelmente, foi tomar banho. Realmente era uma manhã típica. Saiu do banho deixando rastro de água espalhado por todo o apartamento. Seu gato, de cima da televisão só observava. Vestiu-se, colocou comida para o gato e dirigiu-se para o elevador. Agora com o apartamento vazio é uma boa hora para descrevê-lo, uma vez que podemos vê-lo em toda a sua extensão. Era pequeno, tinha um quarto, uma sala, uma copa-cozinha (o que demonstra por si só a idade do prédio), um banheiro pequeno e uma varanda relativamente ampla (cabiam duas cadeiras). Estava localizado no centro da cidade. Porém não era o apartamento chavão de todos os solteiros que vivem nos centros das cidades: este não tinha cerveja na geladeira, mas sim, leite.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desceu, começou a caminhar para fora do prédio. Nas lojas de baixo existiam respectivamente um cine pornô de um lado e uma igreja evangélica do outro. Profano e sagrado separados por um corredor. Oferecendo alívio para o corpo e para alma, respectivamente, em troca de algum dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chegou finalmente à calçada, parou na banca de jornal, e mais uma vez nos surpreendeu. Não comprou nenhum dos jornais populares, nem ao menos uma palavra cruzada. Comprara um almanaque do Chico Bento e uma revista de automóveis. Sonhava em ter um Audi, mas ao fazer as contas de quanto ganharia vendendo o apê, o gato, todos os bens e o corpo percebeu que compraria um fusca. Desistiu do sonho. Seguiu caminho em direção a padaria, e na calçada várias opções de consumo, indo de engraxate a frango assado, passando, claro, por pedintes. Atravessou a rua e entrou numa praça, onde as opções saem dos bens de consumo e passam ao lazer, onde pode-se escolher entre dar uns trocados a maior franquia de música ao vivo do mundo (aqueles tocadores chilenos,peruanos e etc.) ou dar uns trocados para um rapaz que fazia caricaturas. Havia ainda as opções gastronômicas, uma grande variedade de quitutes e delícias que vão do amendoim torrado em lata de tinta até a barraquinha de tapioca.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apenas uma rua o sepava agora da padaria. Esperou o farol para poder atravessar, e quando este se abriu para os pedestres, percebeu uma trupe circense a fazer malabarismo com pinos, bolas e malabares. Circo sem tenda, somente artistas fazendo truques, tentando ganhar uns trocados. Circo sem tenda, artistas e animais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente chega na padaria, compra 3 pãezinhos, um maço de cigarro, vira-se e começa lentamente o caminho de volta.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/1518986093350268112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2013/02/domingo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/1518986093350268112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/1518986093350268112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2013/02/domingo.html' title='Domingo'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-4339070122596865049</id><published>2013-01-01T15:41:00.001-08:00</published><updated>2013-01-01T15:42:17.882-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><title type='text'>Noite</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A garota mais uma vez o chamava. Seus braços, olhos e pernas eram um convite ao deleite, às mais prazerosas das sensações. Exitou por um instante, não por medo. Não a temia, pelo contrário, a conhecia muito bem para não temê-la, mas a respeitava. Ele até que não era fraco, mas era muito difícil resistir aos encantos daquela garota. Seus convites eram tentadores, e as promessas de diversão, infinitas. Resolveu atender seu chamado, aproximou-a de sua boca, sentiu seu gosto, provou de seu hálito. Caminhou com ela para o banheiro. Em cima da pia a possuiu com vontade e volúpia. Entregou-se de corpo para ela, deixando-a envolvê-lo por completo. Não restou nenhum grama.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/4339070122596865049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2013/01/noite.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/4339070122596865049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/4339070122596865049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2013/01/noite.html' title='Noite'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-5424671815394924913</id><published>2012-12-24T09:27:00.002-08:00</published><updated>2013-02-09T08:00:14.859-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poema"/><title type='text'>Lenore - Edgar Allan Poe</title><content type='html'>Ah, broken is the golden bowl! the spirit flown forever!&lt;br /&gt;Let the bell toll! -a saintly soul floats on the Stygian river -&lt;br /&gt;And, Guy De Vere, hast thou no tear? -weep now or never more!&lt;br /&gt;See! on yon drear and rigid bier low lies thy love, Lenore!&lt;br /&gt;Come! let the burial rite be read -the funeral song be sung! -&lt;br /&gt;An anthem for the queenliest dead that ever died so young -&lt;br /&gt;A dirge for her, the doubly dead in that she died so young.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Wretches! ye loved her for her wealth and hated her for her pride,&lt;br /&gt;And when she fell in feeble health, ye blessed her -that she died!&lt;br /&gt;How shall the ritual, then, be read? -the requiem how be sung&lt;br /&gt;By you -by yours, the evil eye, -by yours, the slanderous tongue&lt;br /&gt;That did to death the innocence that died, and died so young?&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peccavimus; but rave not thus! and let a Sabbath song&lt;br /&gt;Go up to God so solemnly the dead may feel no wrong!&lt;br /&gt;The sweet Lenore hath &quot;gone before,&quot; with Hope, that flew beside,&lt;br /&gt;Leaving thee wild for the dear child that should have been thy bride -&lt;br /&gt;For her, the fair and debonnaire, that now so lowly lies,&lt;br /&gt;The life upon her yellow hair but not within her eyes -&lt;br /&gt;The life still there, upon her hair -the death upon her eyes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaunt! tonight my heart is light. No dirge will I upraise,&lt;br /&gt;But waft the angel on her flight with a paean of old days!&lt;br /&gt;Let no bell toll! -lest her sweet soul, amid its hallowed mirth,&lt;br /&gt;Should catch the note, as it doth float up from the damned Earth.&lt;br /&gt;To friends above, from fiends below, the indignant ghost is riven -&lt;br /&gt;From Hell unto a high estate far up within the Heaven -&lt;br /&gt;From grief and groan to a golden throne beside the King of Heaven.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar Allan Poe&lt;a class=&quot;dir&quot; href=&quot;http://www.online-literature.com/poe/&quot; title=&quot;Edgar Allan Poe&quot;&gt;&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/5424671815394924913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/lenore-edgar-alan-poe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/5424671815394924913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/5424671815394924913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/lenore-edgar-alan-poe.html' title='Lenore - Edgar Allan Poe'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-2192979815132415480</id><published>2012-12-24T09:17:00.003-08:00</published><updated>2012-12-24T09:28:21.864-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura"/><title type='text'>Gashlycrumb Tinies</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_HuW4NfAu-HE/Rws1xubIsFI/AAAAAAAAAAU/94_MT2eBXT0/s1600-h/untitled.bmp&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5119244529828409426&quot; style=&quot;DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_HuW4NfAu-HE/Rws1xubIsFI/AAAAAAAAAAU/94_MT2eBXT0/s320/untitled.bmp&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt; Fonte: &lt;a href=&quot;http://&quot;&gt;http://takalak.narod.ru/gorey/&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/2192979815132415480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/gashlycrumb-tinies.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/2192979815132415480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/2192979815132415480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/gashlycrumb-tinies.html' title='Gashlycrumb Tinies'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_HuW4NfAu-HE/Rws1xubIsFI/AAAAAAAAAAU/94_MT2eBXT0/s72-c/untitled.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-5464028662352129314</id><published>2012-12-24T08:13:00.001-08:00</published><updated>2012-12-24T08:14:50.074-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><title type='text'>Genese 1:1</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Amarrada, era assim que ela estava, seus braços estavam com hematomas e marcas de queimaduras, seus pulsos estavam cortados pelas cordas. Seu corpo nú estava marcado de cortes, arranhões e perfurações. Ela era linda. Seus cabelos ruivos e olhos azuis davam-lhe o aspecto de um anjo. Sevícias, ela sofrera toda a sorte de sevícias. Sua alma e mente estavam quebradas. Enquanto a torturavam seus olhos vertiam lágrimas, não de dor, mas de raiva por não poder fazer nada para mudar sua situação. As horas passavam, dias, meses, anos, pareciam séculos. Mesmo machucada, ela continuava linda. Chorava, tudo que a mantinha viva era seu desejo de vingança contra a quem a torturava. Um dia alguém entrou na sala, e não a torturou. Pegou seu rosto, tirou-lhe a mordaça e quando ela foi perguntar o porquê, a pessoa lhe calou a boca com a mão e disse:- Fiz o que tinha que ser feito, liberto-te agora, e nomeio-te Ira, sai e se vingue. Leve sua dor e ódio à humanidade. Nesse momento cortou-lhe as cordas. Seu corpo apareceu sem marcas, Apenas seus pulsos continuavam cortados para ela se lembrar de quem era. Ela soltou seus lindos cabelos ruivos, esticou seu corpo, abriu suas asas e caiu em cima da humanidade. Enquanto descia, ela sorria, seu olho era fogo e sua boca era fel.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/5464028662352129314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/genese-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/5464028662352129314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/5464028662352129314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/genese-11.html' title='Genese 1:1'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-7409775938528415151</id><published>2012-12-23T09:43:00.001-08:00</published><updated>2012-12-23T09:55:13.020-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><title type='text'>Caixa de Música</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 13pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Todos os dias, às seis horas da tarde, aqueles que passavam frente a casa 63 da rua St. Agnes podiam ouvir uma doce melodia. Parecia uma caixa de música, daquelas muito antigas, onde uma bailarina ficava rodopiando até sua corda acabar. Ninguém se lembrava de jamais ter visto alguém entrando ou saindo dessa casa, apenas pressupunham que tinha alguém pois todos os dias, invariavelmente no mesmo horário, a música recomeçava. Ela durava uns cinco minutos e em seguida, uma luz era acesa no quarto do andar superior e permanecia assim até por volta das dez horas. Isso foi assim durante anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Quando completei quinze anos me alistei como voluntário para o esforço de guerra e me lembro do dia em que parti da cidade. Estávamos todos reunidos na estação de trem. A cidade inteira desejando-nos sorte e as mães abraçando, talvez pela última vez, os seus filhos. Todos tentavam falar ao mesmo tempo e isso se somava ao barulho da bandinha no coreto. Mais parecia que éramos celebridades em algum evento social. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A cidade parecia enviar os seus filhos para a glória, mas na verdade nos enviava para a morte. Não me lembro do que senti, nem dos rostos que lá estavam, a única coisa que me recordo é que no dia anterior havia ouvido aquela estranha melodia da casa 63.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13pt;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Não sei porque, mas algo me dizia que iria ouvi-la novamente e isso foi o que me deu coragem para ir à guerra. Não preciso relatar os horrores que vi, as noites no frio, o cheiro e a cor da morte nem da felicidade de quando recebíamos cartas - sempre que eu as recebia, ao invés de procurar notícias sobre os que deixei na cidade, procurava alguma menção àquela música. Nunca encontrava. Inúmeras vezes quando não conseguia dormir devido aos barulhos de tiros e bombas ou aos gritos de dor, pensava naquela casa e logo sua melodia invadia minha mente e eu passava a cantarolá-la. Três anos depois voltávamos à cidade, agora sim como verdadeiras celebridades, pois havíamos ganhado a guerra. Apesar do reduzido número de retornados, o clima na cidade era de paz e alegria. Corri ao encontro de meus pais, abracei-os com pressa e me dirigi em direção à rua St. Agnes. Quando cheguei lá, para a minha surpresa, a casa havia sido demolida e no lugar havia uma outra, térrea, com um grande jardim na frente. Nunca mais eu ouviria aquela música que me manteve confortável ao longo da guerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 13pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Os anos passaram, meus pais morreram, casei, tive filhos, me tornei avô, e, hoje, 60 anos depois da guerra, passo boa parte do meu tempo cuidando dos meus netos enquanto eles brincam no parque. Fico sentado tentando recordar minha infância e os tempos passados, mas, invariavelmente, o que vem é aquela estranha melodia. Hoje é meu aniversário e meus filhos e netos estão preparando uma festa. Os presentes já estão todos embrulhados aguardando a hora em que eu possa abri-los. Um deles em especial me chamou a atenção. Consiste numa caixa retangular, muito bem embrulha por sinal, com uma bela fita e traz o selo dos Veteranos, não há no cartão o remetente nem nenhuma referência que possa me dar uma pista de quem o enviou. Não preciso nem abri-lo para saber o que é. Amanhã, quando passarem frente à minha casa, por volta das seis horas, irão ouvir uma bela melodia.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/7409775938528415151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/caixa-de-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/7409775938528415151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/7409775938528415151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/caixa-de-musica.html' title='Caixa de Música'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4378820553102734501.post-4092654811754028392</id><published>2012-12-23T09:29:00.001-08:00</published><updated>2012-12-23T09:53:13.373-08:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><title type='text'>10:16</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: 13pt;&quot;&gt;Colocou um pouco mais de cola branca na mistura de água e pedaços de papel. Misturou com afinco até que conseguiu uma pasta bem consistente e homogênea. Retirou um pouco da mistura e moldou uma bola espremendo para retirar o excesso de água. Fez isso algumas outras vezes moldando a massa em formas variadas. Aos poucos juntava os pedaços formando um figura que logo lembraria um boneco. Ficou horas fazendo isso. Quando se deu por satisfeito tinha em sua frente uma figura bípede de mais ou menos 30 cm de altura. Esperou ela secar mais e quando achou que ela estava seca o suficiente, cobriu-a com cola branca. Quando terminou, largou-a para secar e foi dormir. No dia seguinte acordou cedo e conferiu o seu boneco. Estava seco como planejara. Pôs-se a pintá-lo. Sabia exatamente quais cores utilizar. Sabia quais desenhos gravar naquele boneco. Passou o dia todo fazendo isso. Quando a noite já ia alta, olhou para o boneco recém pintado e deu por concluída a pintura. Foi dormir. Levantou pouco antes do sol nascer. Era o terceiro dia em que iria mexer naquele boneco. Colocaria seus olhos feitos com minúsculas bolinhas de vidro pintado e o cabelo de material sintético. Resolveu dar um acabamento mais perfeito na sua obra e isso lhe tomou o restante do dia. No final, tinha uma miniatura humana quase que perfeita, porém, para ele ainda faltava algo. Resolver ir descansar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0.0001pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 13pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; O quarto dia de trabalho começou tarde, pois uma chuva que caía forte embalou seu sono e fez com que ele acabasse por perder quase toda a manhã. Começou a mexer no boneco por volta das duas da tarde e ficou examinando e pensando o que acrescentar a ele durante horas. Quando decidiu, caminhou até seu armário e conferiu se tinha o que precisava. Não tinha. Resolveu então que a obra estava quase pronta, não ira mais modificá-la. Não estava como ele gostaria. Imperfeita era ela, porém, era o melhor que ele podia fazer com aquilo que ele tinha. &amp;nbsp; Conformou-se. Ficou olhando o boneco. Sua expressão era triste. Seus olhos de vidro davam-lhe um semblante vazio. Seu corpo de papel machê era cheio de curvas, reentrâncias e imperfeições. Ficou horas listando os defeitos de sua obra. Quando percebeu já era noite alta. &amp;nbsp;Sorriu. Lembrou-se que faltava dar um título à sua obra. Resolveu dar-lhe um nome que resumisse bem suas características. Chamou-lhe de Homem e após isso lançou-o para o alto. No curto espaço de tempo entre a altura máxima e o chão, que lhe quebraria, o boneco teve o que pode se chamar de vida.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nilcatarse.blogspot.com/feeds/4092654811754028392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/1016.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/4092654811754028392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4378820553102734501/posts/default/4092654811754028392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nilcatarse.blogspot.com/2012/12/1016.html' title='10:16'/><author><name>Nil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10683341472067530237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>